
Atendimentos Holísticos com Horário Marcado
Trabalho com quatro áreas terapêuticas que podem ser realizadas separadamente ou de forma integrada, sempre com horário previamente agendado, respeitando o tempo individual de cada processo de cura e autoconhecimento.
✨ Reiki
O Reiki promove equilíbrio energético, limpeza de bloqueios e harmonização dos centros de energia (chakras).
Duração: em média 1h10min, incluindo acolhimento, aplicação e fechamento.
Frequência: sessões semanais são as mais indicadas para potencializar os resultados.
Investimento: R$ 100,00 por consulta.
🌈 Cromoterapia
A Cromoterapia utiliza as cores como frequências vibracionais para restabelecer equilíbrio físico, mental e emocional. Cada cor age em uma necessidade específica, auxiliando no alívio de tensões, ansiedades e dores.
Duração: aproximadamente 1h de atendimento.
Frequência: semanal ou conforme necessidade.
Investimento: R$ 100,00 por consulta.
🪷 Psicoterapia Holística
A psicoterapia holística integra técnicas terapêuticas voltadas para a escuta acolhedora, autoconhecimento e ressignificação de emoções.
Duração: cerca de 1h por sessão.
Frequência: semanal, para maior continuidade no processo terapêutico.
Investimento: R$ 100,00 por consulta.
📚 Psicopedagogia Holística
Voltada para auxiliar no processo de aprendizado e desenvolvimento, trabalha bloqueios cognitivos e emocionais, sempre em uma abordagem humanizada e terapêutica.
Duração: aproximadamente 1h.
Frequência: semanal, para acompanhar a evolução gradativa.
Investimento: R$ 100,00 por consulta.
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🌟 Atendimentos Integrados
Para quem deseja vivenciar uma experiência terapêutica mais completa, ofereço um atendimento integrativo que une as técnicas de Reiki, Cromoterapia, Psicoterapia e Psicopedagogia Holística.
Primeiro encontro: entrevista psicoterapêutica reikiana, com duração média de 1h.
Sessões seguintes: combinam os recursos conforme a necessidade individual.
Investimento: R$ 150,00 cada consulta.
Frequência: geralmente semanal, sempre com horário agendado.
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👉 Todos os atendimentos são individuais, respeitando o tempo de cada pessoa e proporcionando um espaço seguro de acolhimento, equilíbrio e autotransformação.

Se olharmos "Das Vantagens de Ser Bobo" pela lente psicoterapêutica, Clarice nos convida a refletir sobre o valor da autenticidade e da vulnerabilidade no processo humano.
🔹 O "esperto" representa a mente defensiva, que cria máscaras para sobreviver, controla as situações e evita exposição emocional. Ele vive em alerta, mas também em tensão.
🔹 O "bobo", ao contrário, simboliza o sujeito que se permite ser espontâneo, aberto, que não teme parecer ingênuo. Psicologicamente, isso significa estar mais conectado ao Self verdadeiro, menos dominado pelo ego controlador.
Sentido psicoterapêutico:
Entrega e confiança: o "bobo" vive sem precisar controlar tudo, permitindo-se confiar mais na vida e nos outros.
Aceitação da vulnerabilidade: reconhecer-se "bobo" é aceitar que falhar, acreditar e se emocionar não são fraquezas, mas parte da saúde psíquica.
Autenticidade como cura: não viver de aparências gera alívio emocional, reduz ansiedade e favorece relações mais genuínas.
Resgate do lúdico: a "bobagem" traz de volta a leveza infantil, essencial para o equilíbrio psíquico e para aliviar os excessos de racionalidade.
Sabedoria da simplicidade: ser "bobo" é abrir espaço para a intuição, para a alegria simples e para a presença no aqui e agora — dimensões próximas do mindfulness.
👉 Em psicoterapia, poderíamos dizer que Clarice mostra que o "bobo" não é um ser ingênuo sem consciência, mas alguém que já entendeu que a rigidez e a defesa permanente adoecem, enquanto a simplicidade liberta.

Ser Bobo
Das Vantagens de Ser Bobo
"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea, onde é fresco. Vai à boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais-valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto, estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto, não teria morrido na cruz.O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
Bobo Chagali, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo."
– Clarice Lispector, do livro "A descoberta do mundo". [crônicas]. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.
